Tanque de Betesda Israel Silva

O Paralítico de Betesda Teologia | Tanque de Betesda Esboço

O Paralítico de Betesda Teologia | Tanque de Betesda Esboço

Quando fazemos um esboço sobre o paralítico de Betesda, geralmente nos distanciamos da Teologia. É muito comum que essa passagem seja interpretada do ponto de vista do milagre.

Com certeza foi um tremendo milagre, fazer com que um homem voltasse a caminhar, depois de ter sofrido as misérias de estar preso a uma cama por trinta e oito anos.

Realmente não se pode negar a extraordinária cura operada por Jesus, diante dos olhos de todos. Esse milagre é uma das comprovações do grande poder que o nosso Mestre tinha.

O Paralítico de Betesda na Teologia

Ainda assim, quando esboçamos este texto do Evangelho de João, capítulo 5, versos 1-18, lendo a história pelo perfil da teologia, a cura, a enfermidade, o tempo da enfermidade, e o paralítico de Betesda assumem significados teológicos mais simbólicos.

E é sobre essa teologia, mais especificamente sobre cinco pontos dessa passagem (os cinco alpendres?), que gostaria de abordar nesse nosso esboço cujo título é  “o paralítico de Betesda teologia”, dentre os quais destaco abaixo:

Esboço do Tanque de Betesda

  1. A paralisia;
  2. O tempo de paralisia;
  3. O leito do paralítico de Betesda;
  4. O anjo que descia ao tanque de Betesda; e
  5. O agitar das águas.

Primeiro, vamos  ver os versículos sobre o tanque de Betesda, para depois fazermos as devidas considerações:

Versículos do Tanque de Betesda

Ora, em Jerusalém há, próximo à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres.

Nestes jazia grande multidão de enfermos, cegos, mancos e ressicados, esperando o movimento da água.
Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.

E estava ali um homem que, havia trinta e oito anos, se achava enfermo.
E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são?

O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.

Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o teu leito, e anda.
Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava

João 5:2-9

A Paralisia

A paralisia do homem de Betesda foi usada de forma teológica pelo Apóstolo João, para simbolizar a incredulidade do povo Judeu em relação à identidade divina de Jesus.

Eles não acreditaram, na sua grande maioria, que Jesus era o Messias de quem falou Moisés e os Profetas na Bíblia.

Para João, essa incredulidade era semelhante a uma paralisia espiritual, que impedia o povo de Israel de se movimentar no mundo espiritual da fé. Eles estavam parados, estagnados espiritualmente.

Trinta e Oito Anos Paralítico

Os trinta e oito anos em que o homem inválido de Betesda ficou paralítico, simbolizam os trinta e oito anos em que o povo Hebreu ficou a mais no deserto, sem poder entrar na terra prometida, até que aquela geração caísse.

Segundo o número dos dias em que espiastes esta terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos, e conhecereis o meu afastamento.
Números 14:34

Após o episódio dos Espias, por terem murmurado e desprezado a terra que o Eterno prometeu aos patriarcas, Abraão, Isaque e Jacó, os Israelitas receberam o castigo de passar 40 anos no deserto.

Como eles já estavam há dois anos no deserto, foi descontado esse tempo, sobrando mais 38 anos a cumprir. Por isso os trinta e oito anos do paralítico de Betesda simbolizam a paralisia espiritual do povo Judeu, na época de Jesus.

O leito do paralítico de Betesda

O leito foi o local onde o paralítico de Betesda passou a maior parte de sua vida. Essa “cama”, representa a história desse homem, e teologicamente falando, simboliza novamente o povo de Israel.

Os Judeus da época de Jesus estavam “deitados” na cama da história de seus antepassados, pensando que estariam automaticamente salvos, pelo simples fato de serem da descendência de Abraão.

A qualquer repreensão do Mestre, eles invocavam a história (gloriosa) de Moisés no Sinai, dos patriarcas e das promessas. Porém Jesus ensinou que para ser considerado filho de Abraão era necessário ter as mesmas obras de Abraão.

Responderam, e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão. Jesus disse-lhes: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão.
João 8:39

E Abraão se alegrou muito em ver os dias de Jesus!

Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se.
João 8:56

O anjo que descia ao tanque de Betesda

O anjo que descia ao tanque de Betesda era símbolo do próprio Jesus. A palavra anjo, no original em Hebraico, é “malach” (lê-se malár), que significa “mensageiro”.

Jesus é o mensageiro do Eterno que desceu do céu, para nos anunciar a mensagem do arrependimento e da salvação. Essa é a boa nova, o Evangelho do perdão e da reconciliação com Deus.

Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.
João 3:13

O agitar das águas

As águas movidas pelo anjo, simbolizavam o Espírito de Deus. Jesus é o Mensageiro que desceu do céu para nos trazer o Espírito Santo. Esse é o mesmo Espírito que se movia sobre as águas no princípio.

e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
Gênesis 1:2

Essa é a visão da teologia sobre essa passagem. Esse é o nosso esboço “o paralítico de Betesda Teologia”.

Sobre o autor | Website

Formado em Hebraico Bíblico, Geografia Bíblica, Novo Testamento, e Estudos do Apocalipse; é Especialista em Estudos da Bíblia, certificado pelo Institute of Biblical Studies da Universidade Hebraica de Jerusalém.

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4 Comentários

  1. fabio disse:

    Tremendoooo…

  2. eliana disse:

    nunca tinha olhado por este lado
    e de Deus

  3. João Paulo Elias disse:

    O meu comentário a respeito do mesmo é que todos aqueles que se, esforçam em aprender da santas escrituras podem,se considerar bem-aventurados. amém meu comentário